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Montando sua autodefesa - Parte 3: Jiu Jitsu


Hoje neste terceiro tópico do montando sua defesa vamos falar sobre "Jiu Jitsu". Depois que você pegou uma boa base combativa com boxe, Muay Thai ou outra modalidade que escolheu,  o próximo passo seguro seria aprender tecnicas para aprender imobilizar o agressor, e também um conhecimento básico de solo. Sim, na rua devemos evitar o solo no máximo, e se cairmos devemos nos levantar o mais rápido possível, porém é sabido que no ambiente caótica da vida real nós não temos qualquer controle de como as coisas vão evoluir. Até por que em uma luta feroz e brutal em cenários diversos como pedras, lamas, são sujos e escorregadios não é difícil cairmos.


E ao contrário de muitas artes tradicionais o Jiu Jitsu nos fornece dezenas de técnicas reais de imobilização, estrangulamento e quebramento de articulações que são treinadas constantemente e podem ser aplicadas em situações de crise de maneira efetiva para neutralizar a ameaça.


Imobilizando, estrangulando e quebrando articulações

O Japão feudal foi marcado pela predominância de uma classe guerreira, os samurais, seu modo de vida (Bushido (組討?) estabeleceu-se para atribuir a cada classe social uma função típica e essencial para o funcionamento como um todo do sistema, mais ou menos enrijecido. Os guerreiros japoneses viviam para um único propósito: atuar no campo de batalha. Bem assim, praticavam diversas disciplinas: kenjutsu (manuseio de espada - katana), battojutsu (corte com a espada), iaijutsu (saque da espada), kyujutsu (emprego de arco), bojutsu (emprego de bastões), nanginata (emprego da alabarda — naginata), sojutsu (emprego da lança - yari) e a luta desarmada. Entrementes, a luta desarmada não recebia o nome jujutsu ainda, mas se desenvolveu como as demais disciplinas em escolas ou linhagens particulares, conhecidas por koryu ou kobudo. Nesse meio tempo, as lutas desarmadas (ou que se tornaria o jujutsu) eram identificadas por vários nomes, como torite (捕手?), kumiuchi (組討?), taijutsu (体術?), kogusoku koshinomawari (小具足腰之廻?) ou wajutsu (和術?).


O termo jujutsu não foi cunhado senão até o século XVI, quando surgiu o koryu Takenuchi-ryu, reunindo os golpes aplicados com as mãos desnudas, uma arte suave, e para diferenciar das disciplinas consideradas rígidas. Ou seja, além das habilidades com armas, como a katana ou a jitte, que seriam as artes duras ou rígidas, ou kojutsu (固術?), que visavam provocar uma ferida cortante, contundente, perfurante etc., dever-se-ia estudar as lutas sem armas, que seriam por sua vez as artes suaves, ou jiu-jítsu, que não buscavam exatamente magoar seriamente o adversário mas subjugá-lo com o menor gasto de energia.


Por fim, durante a transição do século XIX ao XX, um mestre de jiu-jitsu com reconhecimento veio a modificar a arte marcial, inserindo-lhe e dando maior relevo a princípios filosóficos e pedagógicos: mestre Jigoro Kano criou o que, por motivos políticos, ficou conhecido como judô. Além de evoluir na direção de modalidades neófitas, o ju-jitsu, no começo do século XX, sofreu grande influência do Karatê, pelo que notáveis mestres de jiu-jítsu passaram a praticar e estudar profundamente a arte "Okinawense", tornando com o tempo grandes mestres também nas duas vertentes, como foi o caso dos mestres Yasuhiro Konishi e Hironori Otsuka, que criaram respectivamente dois estilos de Karatê, Shindo jinen ryu e Wado-ryu, que mesclam aspectos de ambas. Não se pode olvidar ainda que o mestre Gichin Funakoshi, maior divulgador do karatê no Japão, ensinou seu estilo no centro Kodokan e, eventualmente, estudou com Jigoro Kano, e até adotou algumas técnicas de nage waza.


Mas o Jiu Jitsu pode oferecer vantagens para o combatente urbano? Sim, e muitas são as vantagens estratégicas como veremos a seguir.



1.Imobilização


Dentro do uso progressivo de força, nós iniciamos desde o comando verbal até a ultima fase que é a letalidade, porém em meio a este existe situações onde confrontamos pessoas que são apenas arruaceiros, bêbados ou drogados que estão em alguma festa, ou algum setor onde você possa estar trabalhando como segurança. Assim conhecer forma de imobilizar de forma precisa e rápida e fundamental. E ai está a vantagem o Jiu Jitsu é cem por cento prático ao contrário de muitas artes tradicionais chinesas que ensinam chaves de braço de forma teórica.


E outra vantagem é que geralmente em uma mesma aula você luta com colegas de peso e altura diferenciados o que é muito importante.



2. Quebramento de articulações


Imagine uma situação mais violenta onde apenas a imobilização não baste. O agressor quer te machucar pra valer ou ainda você precisa se livrar dele para enfrentar outros que estão vindo em sua direção. Uma vez que o agressor está imobilizado você pode facilmente quebrar sua articulação: joelho, braço, cotovelo. E assim neutralizar a ameaça.


3. Estrangulamento


O Jiu Jitsu pode ser fatal, em milésimos de segundos você pode deixar inconsciente ou até matar uma pessoa cortando seu oxigênio com alguma tecnica de estrangulamento.


4. Solo


Como sabemos luta no solo deve ser evitado a todo custo, pois ficamos vulneráveis a intervenção de terceiros que podem ser amigos do agressor e nos atacar, porém é necessário conhecermos já que o agressor pode-lhe aplicar alguma queda e tentar imobiliza-lo, então saber se livrar e levantar o mais rápido possível é fundamental.



5. Defesa


De dez lutas na rua, em dez o agressor vai tentar segurar suas roupas, ou por instinto de proteção depois de você golpeá-lo, ou para tentar dominá-lo, o fato é que com o conhecimento do Jiu Jitsu isso não é mais uma preocupação para você. Ao contrário ao tentar agarrar sua camisa o adversário vai estar no seu ângulo de ataque onde você vai poder  aplicar diferentes tipos de respostas, Como dissemos acima o Jiu Jitsu é cem por cento prático, e você luta com colegas de diverso peso e altura diferente. E aprende na prática a cair, sair de imobilizações, estrangulamento. Quem gerencia a distância no combate, gerencia o dano que pode ser causado


Lembre-se: O sobrevivencialista e combatente urbano faz seu próprio caminho, é o seu próprio mestre, não procure por um Mestre Yoda pra chamar de seu. Seja questionador, faça cursos em lugares credenciados com profissionais com experiência em área de segurança. Afinal autodefesa é um investimento para proteger a sua vida e daqueles que o cerca.

Dúvidas? Sugestões? Deixem nos comentários. E nos ajude a lutar por uma internet livre onde possamos aprender e compartilhar conhecimento, sem restrição.

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

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Autor: Marcos Ribsantos

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