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Como ajudar o aluno a superar o medo de lutar?


Em outra postagem, eu citei pontos importantes que podem te ajudar a ser um bom professor de autodefesa. E também foi falado da responsabilidade que esse profissional tem, uma vez que as pessoas que o estão procurando querem proteger a própria vida, a de sua família, ou ainda utilizar as técnicas parta utilizar em sua profissão na área de segurança.


Dando continuidade sobre as dicas para se tornar um bom professor hoje vamos falar daquele aluno que quer aprender a se defender mas não quer fazer aula de luta. Devido o medo de se machucar, ou algum trauma que sofreu devido um incidente onde foi machucado e ou humilhado. Afinal um bom professor de autodefesa "deve" se adaptar a necessidades das pessoas que o procuram.


Desbloqueando seu aluno

Quando uma pessoa chega em sua academia e senta a sua frente em seu escritório você normalmente como instrutor preocupado com o objetivo do cliente pergunta: Por que você quer fazer defesa pessoal? A maioria responde de maneira genérica que quer saber se "virar" caso ocorra alguma situação ruim, mas esta é uma resposta vaga já que muitos alunos não sabem exatamente o que estão procurando, alguns querem apenas a parte teórica sem a parte prática, pois não estão psicologicamente preparados para lutar mesmo em um ambiente controlado. Eu conheci muitos alunos em minha carreira como professor que já entravam preocupados se iria ter aulas de luta. Era possível sentir o receio por trás da pergunta, e isso acontece por diversos motivos:

. Todo mundo sabe que os golpes machucam;


. Incerteza de não saber quando os golpes chegarão;


. Falta de experiência de combate;


. Medo de lutar com pessoas experientes;


. Falta de confiança na capacidade de lutar;


. Experiência ruim na rua onde foi espancado e ou humilhado pode ser suficiente para gerar um bloqueio;


. Experiência ruim em outra academia;


. Outros motivos.


O problema é que essas pessoas que irão te procurar não sabe muitas vezes o mínimo para saber o que realmente é se defender. Tem apenas aquelas ideias pueris e fictícias que veem no filmes, onde aprenderão movimentos predeterminados, e com isso enfrentar qualquer situação de conflito contra qualquer adversário. Independente do peso, altura, e até a quantidade de oponentes. O problema que essa forma de algumas escolas venderem a seus sistemas podem levar seus alunos a morte.


O medo é uma forma de autodefesa natural, para que sejamos precavidos ao agir e fazer escolhas importantes. Ele pode manifesta-se de diferentes maneiras, de acordo com as pessoas, de acordo com as experiências de vida com as quais foram confrontadas. Algumas pessoas serão mais resistentes, e outras podem ficar totalmente paralisadas pelo medo. A reação mais comum a uma situação de medo é dizer "eu não posso! Ou "eu não quero! ". É o medo do fracasso que impede a ação, exceto em certas situações de sobrevivência, em que não há possibilidade de negociar ou fugir, então a adrenalina impulsiona o indivíduo para a única solução possível, o combate. O medo é uma emoção desagradável que bloqueia a mente, e pode prejudicar a nossa existência e pode nos bloquear ao longo de nossas vidas, paralisando a ação, dá a impressão de que o cérebro se desconecta. Esta é uma realidade que deve ser aceita porque é parte de nossos instintos. E deve ser trabalhada, pois ela nos ajuda a fazer a escolha estratégica mais rapidamente.


Observando essa dificuldade no aluno, o professor deve pouco a pouco condicionar o aluno para desenvolver o gosto pelas aulas de combate. Toda semana em sua academia faça pelo menos uma aula de luta, a autoconfiança para realizar determinada atividade é construída quando uma atividade é realizada com sucesso várias vezes. Nas primeiras aulas faça as lutas com ele para que se sinta mais confortável e consiga se soltar. Posteriormente coloque para lutar com outros alunos também iniciantes, observe as dificuldades, e os progressos dele, sempre observe a luta para evitar acidentes. Outro exercício bom para ao desenvolvimento e a soltura: Coloque-o para lutar com outro aluno, um só para ataca e o outro só para defende, e depois troque os lados, para que assim ele se solte mais, tanto na defesa como no ataque. Evite excessos no início, golpes muito forte, e sempre elogie os acertos, e explique os erros. Conforme ele for ganhando confiança coloque com os demais alunos de diferentes tamanhos e pesos. Por isso é importante um ambiente saudável, e respeitoso dentro da academia, pois o espírito de companheirismo ajuda os colegas mais velhos se ajudarem os mais novos. Contudo se observar que o bloqueio do aluno é muito grave, devido algum trauma muito forte que possa ter passado, aconselhe-o paralelamente a procurar profissionais da área da saúde que possa quebrar esses bloqueios e medos (psicólogos, psiquiatras).



Obras indicadas:


Livros:




Conclusão

Um professor de autodefesa tem uma grande responsabilidade em suas mãos, pois as pessoas que o procuram estão querendo aprender técnicas para enfrentarem problemas no dia a dia: bulliyng, confrontos na rua, e até situações extremas de caso de vida e morte. Porém muitos alunos tem medo de fazer aula de luta. Por causa do que aparece nos filmes de ação, pensam que simplesmente aprender algumas técnicas e movimentos prontos irão salvá-los de qualquer situação, contra qualquer um. Porém a autodefesa como qualquer área do conhecimento requer dedicação de quem pratica. O medo pode ter vários motivos como de sentir dor, e de se machucar, ou ainda devido algum trauma em alguma situação que passou. Cabe o professor observar isso, e criar de forma de introduzir esse aluno aos poucos no combate. Com o tempo se sentindo mais seguro, com o professor, o ambiente e os colegas normalmente o medo vai se dispersando, e vai conquistando a autoconfiança. Mas caso o problema em relação ao medo for realmente grave devido a um estresse pós traumático, por exemplo, o professor deve recomendar ao seu aluno a procurar profissionais da área da saúde para trabalhar esse problema.

Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

Colaboração:

Dr. David S.



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Grupo Centro de Estudo MARS de Sobrevivencialismo Urbano

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