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Combate Urbano: Evitar ou tomar a iniciativa?


O combatente urbano sabe que a melhor defesa é o ataque, mas ele também sabe que não é saudável para sua segurança sair agredindo gravemente em qualquer situação de conflito que apareça. Seja por questões legais, seja por questões de segurança, não se deve expor dessa maneira a não ser que sua integridade física ou de alguém a quem tenha que proteger corre perigo. Então como saber a hora de tentar dissuadir o agressor para que ele mude de ideia, e quando devemos atacá-lo para que ele seja pego de surpresa?


Observação importante: As informações presentes nesta matéria são para o público maior de 18 anos, para fins de conhecimento didático, e treinamento combativo baseado na legítima defesa e estrito comprimento legal que estão em nossa constituição e Código Penal. O uso indevido dessas informações, bem como suas consequências é de responsabilidade única e exclusivamente de quem praticar e desobedecer a lei. Então use o cérebro.

Depois de ler a mensagem acima podem iniciar a leitura do artigo abaixo:


1. Técnicas de negociação

No uso progressivo de força, inicialmente sempre é observado a possibilidade de negociação. Tentar demover o seu interlocutor exaltado para evitar um conflito desnecessário, que sabemos que ninguém saíra ganhando. Negociar, tentar evitar um conflito por meio de uma argumentação não é fraqueza, nem demonstrar medo é uma estratégia. Se a situação não estiver desesperada, você pode tentar usar seus talentos como palestrante para tirar você de um mau humor. Lógico que isso exigirá linguagem corporal adequada, e capacidade de se adaptar ao seu interlocutor.


a. Mostre sempre confiança Se você decidir falar, sempre deve olhar seu agressor nos olhos, certifique-se de que sua voz não saia tremida e mostre firmeza e autoconfiança. Não ameace seu agressor (se você possui uma arma de defesa). Não se mova em direção a ele e não faça gestos súbitos. Evite quaisquer sinais de nervosismo, como apertar os punhos, baixar a cabeça ou respirar rapidamente. Seu relaxamento é uma das alavancas da sua persuasão. Não fique nervoso se o seu agressor começar a provocá-lo. Enquanto não se aproximar fisicamente de você, você permanece no controle.


b. Comunicação verbal Para conter o agressor, cuidados com as palavras ou frases que você usa. Fale calmamente e devagar, sem usar frases que possam ter um duplo significado ou que possam ser mal interpretadas. Não use vocabulário muito formal para que seu interlocutor não pense que você quer que ele seja considerado um idiota, destacando suas deficiências culturais ou intelectuais. Também durante essa negociação não seja muito rápido para considerá-lo como amigo. Essa evolução pode ser aceitável após alguns minutos, pois deve ser feita gradualmente. Use apenas humor se não prejudicar diretamente seu atacante. Quanto mais você parecer seguro e sereno, mais eficaz será sua conversa.


c. Argumentos úteis: Em seu diálogo insista nas consequências do ato da agressão se ela ocorrer, e na inutilidade de cruzar tais limites. Se você mostrar que não está com medo, apenas está querendo resolver uma situação que não acabará bem para nenhum dos dois, independente de quem ganhe, fará sentido o seu diálogo. Introduza na conversa o fato de que você absolutamente não quer lutar, mas que você não vai deixar de reagir a agressão se necessário. Pergunte se o conflito vale o esforço. Alguns argumentos situacionais também podem ser usados. Se o seu atacante estiver com uma arma de branca, você pode, por exemplo, informá-lo sobre o risco que ele encontra ao usá-lo por causa da doença contagiosa que você tem. Acompanhado de uma postura segura e de uma determinação infalível, um discurso bem construído pode fazer a diferença se seu agressor hesitar. Algumas alavancas psicológicas, como a compreensão da situação do seu agressor, o fato de que ele pode se arrepender de seu gesto devido às consequências (principalmente as consequências legais) também podem ser ativadas. Quanto mais jovem for o agressor, mais impacto elas terão. Não desempenhe um papel paternal, mas demonstre-lhe o que é melhor fazer. Fale com ele sobre seu futuro, seus sonhos ... Você deve desarmar a situação. Um agressor não espera ser entendido e estabelecer um diálogo. Sua psicologia não está adaptada ao debate e é nisso que pode tornar-se efetivo.


A dissuasão tem duas vantagens, além de ajudá-lo a evitar a violência, você pode estabelecer um diálogo para uma estratégia o ataque surpresa. Se você vê que seus argumentos não tocam seu alvo, você sempre pode surpreender seu agressor agindo no meio de uma frase: seja escapando da situação, ou em ultimo caso, neutralizando, arrebentando o alvo de forma mais brutal possível para incapacita-lo totalmente. Mas não esqueça que suas principais forças são sua determinação e a força interior que você inspira.

2. Condições que tornam o diálogo quase impossível


É desnecessário dizer que nem sempre é possível argumentar com o agressor e pode ter consequências desastrosa. Há muitos fatores a considerar, como o estado do seu agressor, sua determinação, sua fraqueza psicológica. Não se deixe enganar, não é porque você estabelece o diálogo que o perigo desaparece. Situações extremas a dissuasão é praticamente impossível e na medida em que inevitavelmente diminuirá a sua guarda.


a. Viciados em drogas


Os efeitos de drogas, dependendo da substância ingerida por seu agressor, podem ser muito poderosos, provocando alucinações, raiva, comportamento violento, perda de realidade. O mesmo acontece com a abstinência. O indivíduo no delírio pela falta da droga pode matar a própria mãe se ela estiver entre ele e se vicio. É inútil tentar racionalizar neste caso. Esteja preparado para recorrer à violência para se defender, caso contrário você arrisca ficar no chão. Não se esqueça que os dependentes químicos podem representar uma ameaça real na medida em que algumas drogas dão uma força física excedente e limitam a sensação de dor. Se você vê uma pessoa agindo estranhamente, com os olhos um pouco vermelho demais, que não caminha em linha reta, fala sozinho e ataca veementemente os transeuntes, então é melhor antecipar qualquer incidente e voltar atrás. b. Agressores sob a influência do álcool


Mais uma vez, o álcool, assim como qualquer outra droga, afeta a capacidade cognitiva do indivíduo. As reações de uma pessoa bêbada são totalmente imprevisíveis, e que alguns serão motivados apenas pela violência por si só. Tal como acontece com determinadas drogas, o álcool proporciona uma maior resistência à dor, o que pode prejudicá-lo no caso de materialização física do confronto.



c. Situações sem retorno


Existem situações contextuais que farão o seu agressor não ouvir nenhum argumento que o impeça de usar a violência. Se você testemunhou uma situação, como um altercado que acaba em sangue, ou uma tentativa de assassinato e seu agressor vê-lo, ele pode querer atacá-lo para evitar que alguém não pode identificá-lo. Se você provocou sua raiva de alguma forma, rindo dele ou desafiando-o com os olhos, será difícil fazê-lo ouvir a razão. Você deve identificar e antecipar o estado psicológico do seu agressor, a fim de avaliar o alcance de uma possível tentativa de dissuasão.


3. Reações que geram violência

Quando você é vítima de um assalto, alguns de seus comportamentos podem levar à violência física em seu agressor. Seu agressor está apenas esperando um mero pretexto para agir. Estar ciente disso permitirá que você saiba quando e como implementar uma iniciativa física antes que a situação degenere.


a. Cuidado com a forma de encarar Como dito acima você deve ter uma postura firme e olhar seu agressor nos olhos para que ele sinta a sua confiança. Porém se você olhar o seu interlocutor de maneira agressiva instintivamente ele ira querer atacá-lo. O paradoxo nessa situação é que se você abaixa a cabeça ou seus olhos fugirem do olhar furioso do seu agressor, o resultado certamente seria o mesmo, na medida em que você se comportaria como uma vítima. Não hesite em olhar seu agressor, mas não se aproxime a alcance de seus braços, e saiba que você deve estar pronto, porque o empurrará para estabelecer seu domínio.

b. Reduzindo a distância Se você se aproxima do seu atacante, seja com a esperança de estabelecer um contato pacífico ou para mostrar que você desconhece suas ameaças, você ainda pode incita-lo para agir. Seja qual for a situação de um indivíduo (agressor ou assaltado), a penetração de outra pessoa em seu espaço vital (cerca de 50 cm) é instintivamente percebida como um ato de invasão que requer uma reação. Então não deixe ninguém invadir a sua área pessoal, mas também não entre na área pessoal do seu oponente se não for atacar, ou você poderá ser nocauteado, mais rápido do que você possa imaginar.

c. Ofensas A maneira de aborda seu agressor e estabelece dialogo pode determinar a violência. Então, se você perguntar o que há de errado com ele, o que ele quer ou qual é o problema dele, sabe o que esperar, ou "me deixe em paz agora!", Só aumentará sua determinação de recorrer à violência. Não ordene seu agressor, ou se você fizer isso, prepare-se para conter um golpe que deve ir instantaneamente.

Os insultos e provocações são tentadores quando estamos diante de um imbecil metido a valente, quando responde a ele usando esse meio, com certeza o conflito se iniciará. Lembre-se se não houver meio de evitar um embate físico, que o primeiro golpe seja seu. 4. Iniciar o ataque

Agora se depois de perceber a situação e você percebe pelo comportamento do do agressor que a violência vai ocorrer, ele se aproxima de você ou segura sua camisa, ou ainda começa a insultá-lo ou a cuspir em você, considere seu primeiro ataque como uma forma de se defender e tentar pôr fim à altercação. Você deve ser o primeiro a golpear. Mas entenda que uma vez iniciado não há mais como retroceder, pois os limites foram cruzados e você não pode mais voltar atrás. Você prefere ser massacrado ou assumir a liderança atacando seu agressor?



A eficácia da iniciar a agressão baseia-se no efeito da surpresa e no fato de que, adotando o ataque como defesa, você reverte os papéis. Seu agressor não espera que você o ataque o primeiro, e isso é o que pode salvar sua vida.


Então como eu sempre digo a meus alunos, estude anatomia e fisiologia humana, os pontos vitais, concentre-se nas áreas mais sensíveis do corpo: os genitais, fígado, baço, garganta, olhos, plexo, joelhos ou ossos do tornozelo.


Você iniciar um ataque ainda que permite que você termine a altercação antes que chegue a um ponto em que as consequências podem ser dramáticas e definitivas.


Se você hesitar, você vai se arrepender. Há uma diferença fundamental entre uma reação deste tipo e violência gratuita, a sua intenção não é prejudicar, ou demonstrar sua superioridade a outro indivíduo, mas para tirar você ou a pessoa que esteja com você de uma situação perigosa. Então se tiver que atacar primeiro, seja rápido, violento, brutal e bata pesado.

Conclusão

Negociar ou atacar? A negociação e o ataque físico são segmentos de uma linha de comportamento dentro do uso progressivo de força. A preparação de auto defesa do combatente e sobrevivencialista Urbano é fundamental para que tenha uma pronta resposta no momento do conflito. E dentre as técnicas teóricas de grande importância é o uso progressivo de força, onde se deve evitar o conflito tanto quanto possível, pois você não tem nada a ganhar em uma agressão e muito a perder: dinheiro com indenização, nome com antecedente criminal, não podendo concorrer a um cargo público por exemplo, perder a sua liberdade ou a sua vida.


Por isso deve-se conhecer quando é possível ou não a negociação a fim de dissuadir o agressor. Uma vez que durante a negociação se observou a ineficácia do dialogo, deve-se atacar o mais rápido possível de maneira extremamente brutal e impiedosa até que não haja mais perigo de reação. Afinal, a maioria de nós quer viver em paz, mas a paz também tem seu preço e deve ser conquistada, em nosso convívio diário.

Dúvidas? sugestões? Deixem nos comentários. Se gostaram deem um curtir e compartilhem. E não esqueçam de clicar em um dos anúncios para nos ajudar a continuarmos com nosso trabalho. Muito obrigado.

Prof. Marcos Antônio Ribeiro dos Santos

Colaboração:

Dr. David S.




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Grupo Centro de Estudo MARS de Sobrevivencialismo Urbano


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